quarta-feira, 13 de maio de 2020

meu pai PUNK

eu disse que antes do rock in rio já estava numas de ouvir som PUNK, e de procurar saber mais sobre todo o assunto.
minha professora de historia acabou que me ajudou muito, tipo a gente trocava muito ideia sobre anarquismo etc. ela achava interessante de um aluno seu se interessar por aquilo tudo. e eu tava indo com afinco, tipo achava aquilo tudo sobre politica e movimentos politicos uma grande bobagem, não bobagem, mas algo que, pra mim nunca iria sustentar, não era algo que eu acreditasse. lembrando que a gente tava saindo de uma ditadura, estavamos na anistia, no diretas já, na tal da abertura.
meu pai tem um pouco de culpa disso, ele era super contra o militarismo e toda forma de politica repressiva. ele viveu bem essa epoca do AI5, ele mesmo fugiu do exercito quando soube da morte do meu avô. só voltou ao quartel porque a PE, policia do exercito, foi pegar ele em casa. ele podia ter se fudido, mas pegaram leve com ele.
meu pai não curtia politica, politico, não gostava de futebol, não gostava de carnaval, não gostava do caetano, meu pai era um chato. mentira, meu pai sempre foi e sempre será o meu heroi. com o passar dos anos ele foi mudando muito, foi aceitando mais o que viria pela frente. acho que ele entendeu que eu e ele eramos iguais, cada um no seu tempo.
a unica coisa que ele não aceitava era o simonal, dizia que era x9.

eu tavo falando sobre o PUNK.
meu pai era PUNK.