quarta-feira, 6 de maio de 2020

educação sexual

ainda não falei sobre sexo

eu não tinha muito essa coisa de sexo. não que eu lembre.
tinha a coisa de paixões platonicas mas nada que me marcou muito. obvio que tinha aquela menininha que eu gostava do colegio, da natação mas nada demais. eu era muito timido em relação a isso. e eu realmente não me ligava nisso.
lembro ainda no antigo colegio que um dia nas conversas de garotos que um contou como foi a primeira experiencia dele. que tipo foi assim e assado mas eu realmente não me interessei. obvio que eu já ficava de pau duro vendo revista playboy, essas outras. aqui em casa tinha uma coleção que meu pai comprava, e não era uma coisa escondida, ficava meio que na sala, acho que a playboy por ter entrevistas etc não era considerada uma revista porno. nunca entendi essa relação dos meus pais com a playboy

não vou lembrar extamente quando foi. a ordem cronologica da coisa toda e os fatos do que realmente aconteceu faz parte do meu imaginario, das minhas lembranças. por isso que digo que isso tudo que escrevo aqui faz parte do meu imaginario ficticio, não que não seja verdade, mas é o jeito que eu lembro. muitas coisas podem não ter sido exatamente do jeito que eu conto.

um belo dia se muda para o meu prédio um tal de leo feijó. a gente se conhece de criança.
a gente brincava direto aqui no predio, ele a irmã e os vizinhos do primeiro andar e os vizinhos do predio de frente. era uma turminha que fazia mó zona.
coisa de criança mesmo. pique pega, esconde esconde, bicicleta, futebol, essas coisas.

um dia o leo me chama pra ir no sitio dele em trajano de morais, municipio do rio.
o avo dele era prefeito lá e ele tinha um puta sitio com cavalo boi vaca essas coisas.
um dia antes de ir minha mãe me pega e me dá uma aula de educação sexual, tipo se voce fizer isso voce tá fudido, ou seja não faça!
eu na minha inocencia toda não entendi nada, tipo eu nem pensava em sexo, mas segundo a minha mãe eu poderia pensar e fazer merda. a foda toda é que ela me conta um tudo pela metade e só diz que não é pra fazer ou que se eu fisesse que assumisse as consequencias. e isso ela não tava falando de doenças, ela tava falando de filhos!
acho que foi a pior maneira que alguem poderia ter falado sobre sexo com o filho. foi tipo filme de terror. foi a coisa mais absurda que a minha mãe poderia ter feito comigo naquela epoca. ela ate pode ter as suas razões de interiorana que ela é, mas foi muito escroto o que ela fez, ela botou o terror em mim.
isso tudo porque eu nem pensava em sexo ou sabia o que era sexo.

mas no fundo acho ate que foi bom. me fez querer fazer sexo com amor. tipo eu comecei a entender que sexo era amor e que pra fazer sexo tinha que ser com alguem que eu amasse de verdade. mas foi uma merda isso porque eu só iria deixar de ser virgem muito tempo depois. aquele ruim porem bom. ruim porque todos os meus amigos já tinham tido as suas experiencias sexuais enquanto eu nada, zero. mas depois seria legal isso tudo. mas esse tudo é bem mais pra frente, ainda tem muita historia pra contar antes disso acontecer.