sexta-feira, 1 de maio de 2020

a televisão me deixou burro muito burro

capitão aza, vila sésamo, globo cor especial, jerry lewis e dean martin, roberto carlos e o diamante cor de rosa, elvis e todos os filmes do hawai, estupido cupido, dancin' days, ops, dancin' days eu não vi!!!

em troca de um carrinho de ferro fui fazer natação no clube de regatas do flamengo. de 1977 ate mais ou menos 1981 fiz parte da equipe do flamengo. tinha uma coisa d'eu sempre ficar doente quando criança, uma febre terrivel, toda noite era aquele febrão escroto, melhorou muito depois que fiz a retirada das amidalas e foi aconselhado de fazer natação.
e lá foi meu pai me levar todo dia as 05:30h da manhã pro clube. por isso que a minha vida toda foi de acordar muito cedo. nessa epoca ainda estudava à tarde num colégio publico aqui no humaita. a função da mãe era levar e buscar de bicicleta. quando dava 20h era pra dormir pra no outro dia fazer tudo de novo.
então quando voltava da natação era um tal de desenho ate a hora do colegio.
numa entrevista do Yuka ele falava que a vontade de fazer uma banda vinha dos herois dos desenhos animados, dos impossiveis; o proprio apelido dele vinha de um desenho.

essa coisa do clube do flamengo foi onde se deu a minha primeira experiencia com a chamada classe social. eu era o pobre e eles os ricos. todo mundo já tinha ido ou iria à disney, todo mundo tinha tenis importado, todo mundo estudava em colegio particular. todo mundo, menos eu.

meu pai estava em ascensão no trampo dele e talvez ele achasse uma boa que eu tambem estivesse junto aos novos amigos, mas essa coisa do meu pai não iria me levar à disney. nunca quis ir, mas tinha aquela coisa de criança que todas elas queriam ir e acabava que rolava tipo voce nunca foi?

eu usava kichute, tenis bamba, eles usavam tenis nike, tiger. a roupa era adidas, speedo. eu não ligava mas era chato todo mundo tinha menos eu.
mas o mais legal era ouvir sobre a novela das oito. como eu não via porque tinha que dormir cedo pra acordar cedo, eu ouvia um contar sobre e recontava pra outros fingindo que tinha visto. era meio que obrigado a fazer isso pra não ser mais diferente do que eu era. como todo mundo era criança não tinha muito essa coisa de se importar muito com isso, o lance mesmo era a coisa dentro da agua, quem era o melhor. isso tudo eu ainda no colegio publico.

dae veio o colegio particular, o colegio rio de janeiro na gávea.
mas isso é uma outra historinha, ali sim foi onde se fez a diferença da classe social. mas foi onde eu virei punk. vamos deixar isso mais pra frente.